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Coisas do Cotidiano: Leia “Bem-vindo, 2026!”, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Colunas
Data de publicação: 07/01/2026 10:58
Última atualização: 07/01/2026 10:58
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

És apenas números, não tens vida própria, tens apenas um espaço de um novo ciclo, és assim há muito, mas muito mesmo antes de sua adoção pela humanidade, pelos que te imaginaram que poderias ser útil como uma espécie de demarcação abstrata de um tempo que se propagou paulatinamente e foi, com tempo, aceito, assimilado pelo imaginário popular.

Hoje, através de ti, podemos nos situar no tempo, fazer um recorte do nascimento que, apenas sabemos pelos outros que assistiram à chegada de cada um de nós, e que, posteriormente, tomamos conhecimento, quiçá por imagens ou pelas coisas que ouvimos das testemunhas oculares. Isto é, dos que tornaram-se cientes de tudo, ou quase tudo que aconteceu, além das coisas imaginadas.

A vida que tens somos nós viventes que damos significado na vida real e em nosso interior, principalmente. 

Afinal de contas, é nesse último que vibra a tua existência para dar sentido à nossa existência. 

Se não estamos sabendo administrar adequadamente a culpa não é tua, é exclusivamente nossa, temos que assumir essa secular responsabilidade, pois ainda dá tempo, mesmo sabendo que o nosso tempo é efêmero e o teu não. 

Estamos em falta inventando falta de tempo no meio de tanto tempo!

Por outro lado, sabemos que nem todo mundo tem essa consciência e nem tal lhes é motivo de preocupação e, mesmo não sendo, dependendo de como está indo, talvez, eu esteja falando água. Isto é, talvez eu esteja esquecendo que não existe uma fórmula adequada para o aproveitamento do tempo. De repente, não ter qualquer tipo de preocupação é a forma ideal de apreender alguma coisa útil no tempo. 

Ademais, somos muitos e raciocinamos diferentes, temos gostos diferentes e por aí vai…

Alguém escreveu que “nem Deus pode com o tempo”. Esse provérbio me tomou um tempo considerável de reflexão sobre sua lógica ou insignificância. 

Sabemos que Deus criou tudo que existe – posteriormente, nós habitantes da terra bagunçamos tudo pondo nosso modo atrapalhado de lidarmos com coisas que fogem ao nosso alcance – inclusive o tempo. 

Mas suponhamos que Deus pare o tempo. Diante disso, será que podemos conceber que ele, ainda assim, permanece no tempo? Eis uma reflexão que quero dividir com meus leitores. 

Voltemos ao ano novo, no caso do ano atual, 2026. Que saibamos pôr em prática tudo que supomos útil para uma sadia e aproveitável existência respeitando a do nosso semelhante assim como queremos que ele respeite a nossa. 

Enfim, que possamos seguir sonhando e fazendo nossa parte em prol de um mundo pacífico, harmonioso e justo para gregos e troianos.

Bem-vindo, 2026!

Laudate Dominum

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