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Coisas do Cotidiano: Leia “A Tiracolo”, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Colunas
Data de publicação: 26/12/2025 10:22
Última atualização: 26/12/2025 10:22
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Mais um ciclo de um ano turbulento está se encerrando. Obviamente que houve bons e tristes acontecimentos. Infelizmente estes últimos mostraram a sua face triste e horrenda. 

Nesse ano que se encerra e que se finda daqui a seis dias ocorreram muitos casos de feminicídios, atos covardes e inaceitáveis e trapalhadas políticas que nem preciso enumerar, pois já é do conhecimento de todos, principalmente dos que andam antenados com as voltas que esse mundo surdamente dá.

Mesmo com todo avanço tecnológico, ainda estamos engatinhando em muitas áreas… 

Na segurança pública nem se fala! Nessa ainda não descobrimos uma fórmula eficaz e permanente de combater e preservar a integridade física das pessoas, principalmente das mulheres, crianças e idosos que são os mais vulneráveis ante a onda de violência que se instalou na sociedade nos últimos tempos.

Em terras tupiniquins ainda as providências – infelizmente – só são tomadas quando ocorre algum, ou alguns casos que impactam, que causam comoção coletiva.

compreendemos que as autoridades não são onipresentes. Isto é, não tem a capacidade de estar em todos os lugares. Os acontecimentos, sabemos, são peremptoriamente imprevisíveis mesmo com todas as ações preventivas, afinal de contas estamos lidando com seres humanos e é impossível sabermos como, quando e onde acontecerá alguma anomalia social.

Na verdade, eu queria estar pontuando nesta minha última crônica de 2025 só as coisas boas e positivas que são pedras raras e, muitas vezes, passam despercebidas ante o alarmante casos que se acumulam e vão contra todos os princípios de uma existência pacata e digna. 

Porém, não podemos nos omitir e nem fazer de conta que nada está acontecendo e nem aconteceu e, é claro que, como cidadãs e cidadãos e contribuintes exigimos providências e resultados imediatos e convincentes dos órgãos responsáveis pela segurança pública. 

Sabemos das dificuldades de toda sorte nesse intricado e complexo sistema no qual estamos inseridos,  até quando? só Deus sabe. 

Pelo andar da carruagem não há a mais ínfima perspectiva de mudanças, entretanto, ainda cremos que elas possam surgir no intento de nos sentirmos seguros fora e dentro de casa.

Como de praxe, movidos pela fé e pela esperança, cremos que o ano vindouro será melhor, não só para os nobres, mas também para os plebeus. Que possamos tirar lições de tudo de negativo que ocorreu e que o ano novo chegue trazendo a tiracolo o despertar do bem-estar, da prosperidade, sobretudo do sublime e verdadeiro amor ao próximo que está em falta no cotidiano.

Laudate Dominum

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