- Resumo IA
• O autor aprecia poesia e guarda livros de poetas como Vespasiano Ramos com carinho.
• Ele acredita em dois tipos de clássicos: consagrados e particulares.
• Defende que todo livro tem valor, independentemente do estilo ou autor.
• Lembra a importância de ler poetas antigos, como sugerido por Adélia Prado.
• Conhecer Adélia Prado na Bienal de Goiânia reforçou sua paixão pela poesia.
• Michel Foucault é citado para apoiar a valorização pessoal de cada obra.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

No Brasil há uma leva imensa de poetas, imagina no mundo. Porém, os que gostam de ler poesias, entre estes, esse que vos escreve.
Claro que leio romances, contos, pensamentos etc e tal, mas se tem uma coisa que me deixa deveras feliz é quando compro ou sou presenteado com livros de poesias.
Nunca esqueço do primeiro livro que li. Aliás, creio que, por essas bandas tenho quase certeza que quase ninguém ouviu falar de Vespasiano Ramos(1884-1916), poeta romântico e provincial que escrevia simples como Casimiro de Abreu (1839-1860), não tão conhecido como este, mas que ainda é muito lido em São Luís do Maranhão.
Faz uns sete anos que um rapaz conhecido meu que viera da capital maranhense para Mariana trouxera para mim um exemplar do livro de sonetos de Vespasiano Ramos, adquirido na “Academia Maranhense de Letras”, numa nova edição lançada pelo historiador Jomar Morais (1940-2016) e que guardo na minha modesta biblioteca com muito zelo e carinho como quem guarda uma joia rara, pois assim o considero.
Na Universidade aprendemos que existem dois tipos de clássicos: os consagrados e os particulares.
Explico: os primeiros são os livros badalados, conhecidos que estão no imaginário popular, mesmo que não tenham sido lidos na íntegra – se lidos, melhor ainda; os segundos, são os que quase ninguém fala, mas que particularmente adotamos como tendo o mesmo valor e fama de um clássico em nosso foro íntimo.
Sempre pensei e continuo pensando que todo livro tem seu valor particular, independente do estilo ou de quem escreveu.
Para rechaçar meu pensamento busco apoio na opinião do crítico literário francês Michel Foucault que na “Escrita de Si”, disse: “Que cada um de nós note e escreva as ações e os movimentos da nossa alma (…)”
Voltando no tempo. Recordo que, na “Primeira Bienal do livro em Goiânia, Goiás”, no ano de 1997, que teve como homenageado o escritor goiano Bernardo Élis(1915-1997), falecido meses antes, tive a alegria e o privilégio de conhecer pessoalmente a maior poeta de Minas Gerais: Adélia Prado.
Ainda guardo o certificado de presença da referida bienal no meu arquivo pessoal.
Quando conheci e conversei com a poeta mineira meu interesse pela poesia aumentou ainda mais, pois conhecer uma poeta da estatura de Adélia Prado que fora lançada em 1995, por Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta moderno brasileiro, também mineiro, na verdade, fora um sonho realizado, algo eterno e inesquecível.
Ela mesma, aclamada por Drummond como “Fogo de Deus em Divinópolis”, recomenda que leiamos os poetas e as poetas independente do estilo que usaram na feitura de suas criações, pois, ainda segundo ela: “ler os poetas antigos não interfere no estilo moderno, ao contrário, fornece mais subsídio para quem escreve.”
E é com esse conselho de Adélia Prado e como ledor de poesia que encerro a presente crônica.
















