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Coisas do Cotidiano: Leia Reumatismo X Cabanas, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Data de publicação: 26/05/2026 16:37
Última atualização: 26/05/2026 16:37
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

O papel do cronista não é moleza como muitos pensam. Não é só simplesmente pensar, é muito mais do que isso, vai além disso. Enfim, explicar, ou tentar explicar esse processo requer mais linhas e profundidade.

Quem sabe numa crônica posterior possamos falar a respeito, porque na crônica de hoje quero falar de uma partida de futebol amador envolvendo duas equipes, a saber: Reumatismo X Cabanas. 

Esse confronto aconteceu em Bandeirantes (antigo Ribeirão do Carmo), distrito de Mariana. 

O cronista, na verdade, é um caçador de assuntos, independente se estes forem mais profundos ou mesmo simples. 

O importante é achar o assunto. E o que eu achei essa semana foi justamente o da partida de futebol entre as duas equipes aludidas acima.  

Tudo aconteceu durante a caminhada que costumo fazer na parte da manhã pela antiga Estrada de Ferro, saindo do centro de Mariana até Bandeirantes, na qual, predominam além do ar puro, a deslumbrante paisagem que se espraia por todo trajeto, os cantos dos pássaros e o barulho de água escorrendo.

No último domingo, novamente peguei a estrada. Não é difícil encontrar um ou outro conhecido pelo caminho. Aliás, já fui e voltei a pé, mas na volta ou venho de ônibus ou ajudado pela sorte de alguém oferecer carona, o que por incrível que pareça, ainda é um gesto corriqueiro na região.

Antes de ver os dois times em campo, primeiro fui aliviar a sede numa fonte de água localizada logo na entrada. 

Já no Distrito de Bandeirantes, ao chegar no local do jogo, procurei uma sombra para ver a partida, pois o sol estava a pino e não havia ao redor nenhum abrigo para os espectadores. 

Antes da bola rolar não vi ninguém se aquecendo, vi uns dois jogadores ardendo cigarros de palha principalmente os do Cabanas. 

Os do outro time, não reparei se alguém fumava. Dos jogadores do Cabanas apenas um eu conhecia. 

Finalmente deram o pontapé inicial. No começo o Cabanas parecia dominar a partida, porém, o Reumatismo reagiu e dominou as ações. 

Só sei dizer o seguinte: o time do Reumatismo deu uma sonora goleada no do Cabanas de 5 x 1. Não vi os dois primeiros gols porque dei uma saída para tomar um cafezinho. Vi os três últimos. 

Aparentemente a equipe do Cabanas fisicamente estava em melhores condições, mas é aquele velho ditado ‘as aparências enganam’.

Em época de Copa do Mundo refleti: “futebol é engraçado, nem sempre quem joga melhor ganha a partida, o que vale mesmo são os gols.”

Aí eu lembrei da seleção brasileira de 94 que não jogou um futebol espetacular como a de 82 que só tinha medalhões, mas levantou o caneco. 

Será que um time que não joga bem e ganha uma partida, podemos dizer que ganhou o pior, ou mais sortudo? Pior não acredito que seja, mas o sortudo, que soube jogar discretamente, o tal do “arroz com feijão”, sobretudo, com inteligência. 

No caso da partida entre o time do Reumatismo e o do Cabanas, creio que quaisquer resultados seriam motivos de festa e confraternização como a que houve. 

Mas em se tratando de Copa do Mundo, onde além da bola também rola muito dinheiro e status, um apenas, somente o vencedor vai extravasar a sua emoção ou não?

Pudera que todas as partidas de futebol, todas mesmo, acabassem como a partida que houve entre o Reumatismo e o Cabanas!

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