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Coisas do Cotidiano: Leia ‘Quando Morre Um(a) Artista’, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Coisas do Cotidiano
Data de publicação: 26/08/2026 11:44
Última atualização: 26/08/2026 11:45
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Parece que o mundo fica mais triste, mais pobre quando morre um(a) artista, pois, a figura do(a) artista, seja de qual área for, é de uma importância ímpar no funcionamento de uma sociedade. Sem os(as) artistas o mundo seria totalmente enfadonho.

São os(as) artistas que se desdobram no intento de, mesmo que não consigam, levar um pouco de alegria, de alento aos que sofrem, aos que estão ávidos(as), sedentos(as) da contemplação do belo, enfim de algo que impactue, de algum modo, o que se desenrola nesse mundo de coisas efêmeras, mas que tem que ser vivido.

Seu olhar diz muitas coisas que, num certo momento, queremos ouvir, ou mesmo aprender um pouco mais ante a riqueza de assuntos e de coisas que passam despercebidas cotidianamente; talvez, de sabermos de algo que possa acrescentar algum conforto lhano aos nossos corações!

Sim, são os(as) artistas, que alimentam a preocupação de tocar n’alma dos(as) que amam e acreditam que, através da arte que exercem, o mundo possa vir a ser melhor, ou menos sofrível.

Por isso que, quando morre um(a) artista, sentimos a impressão que o mundo fica mais triste e vazio!

Por detrás de um(a) artista há um ser humano que, às vezes, a si mesmo abjura para levar um pouco de refrigério aos que necessitam de um sorriso; talvez, de uma lágrima, não uma lágrima de desesperança, mas de uma que possa fazer com que o que foi perdido, seja passível de restituição,

Por detrás de um(a) artista, pulsa um coração de ser humano, de um ser de carne e osso, que não pensa só em si mesmo, mas que pensa no bem da humanidade, sem a sombra de quaisquer preconceitos, ou seja lá o que for, que o faça esquecer que todos são humanos e que nem só de pão vivemos.

De certo modo, o mundo perde um pouco de seu colorido quando morre um(a) artista, pois, são os(as) artistas que nasceram com a vocação de fazer com que haja verossimilhança entre a ficção e realidade, para que a realidade não nos engula sem que sintamos o êxtase que só a ficção proporciona, e mostre uma face da realidade que a própria realidade não consegue expressar e, muito menos, alcança, mas que tem o poder mágico de fazer sonhar, de continuar acreditando que precisamos sonhar sempre, com um mundo melhor, um mundo palpável sobretudo justo, sem que para isso, tenhamos que sofrer amargamente com os desenlaces irreversíveis que tiram sarro da nossa cara como esfinge.

Por isso, que quando morre um(a) artista, parece que o mundo desaba, e sentimos, no fundo da alma, que a presença dos(as) artistas é necessária, num mundo tão falto de amor!

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