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Coisas do Cotidiano: Leia ‘Para um amigo do ônibus’, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Coisas do Cotidiano
Data de publicação: 02/09/2026 11:37
Última atualização: 02/09/2026 11:37
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Dias atrás, indo para Ouro Preto, a caminho do trabalho, encontrei um amigo no ônibus e durante nosso papo informal o assunto entrou na questão das gerações: “que uma foi assim, que outra foi assado!…”.

Em casa, com calma, depois de uma minuciosa reflexão, arrisquei-me tecer algumas linhas que vão na presente crônica: todas as gerações foram/são problemáticas.Umas menos, outras, mais.

Comumente a tendência é puxarmos a brasa para a nossa sardinha, mas não farei isso aqui.

Quando eu disse que todas as gerações são problemáticas, na verdade, não sou quem diz, é a própria história quem diz, é só ler os livros de histórias e ouvir relatos dos remanescentes das gerações passadas.

Obviamente, levando-se em conta que estamos lidando com coisas e acontecimentos humanos, para constatar que houve algum ou alguns, digamos assim, desajustes, desencontros, equívocos, ou sei lá, outros nomes que queiram dar.

Se meu leitor atento e reflexivo chegar à conclusão que foi tudo um “mar de rosas” retiro tudo que eu disse, me redimindo da gafe. Será que sou digno dessa redenção?

Seria humanamente impossível enumerar numa despretensiosa crônica coisas, fatos e acontecimentos que nem os livros de histórias deram conta.

As gerações são distintas umas das outras. Portanto, não se pode exigir que esse ou aquele costume tenha continuidade por esse ou aquele motivo. Além do mais, o autoritarismo não funciona mais, exigir adianta alguma coisa? Talvez, o exemplo, na prática, possa cumprir essa função.

Obviamente, seria excelente aproveitarmos algumas coisas como o respeito, a gentileza e coisas do tipo.

Enfim, coisas que aprendemos com nossos pais e com os bons exemplos de nossa geração que valem a pena serem mantidas. Sabemos que cada ser humano – mesmo não tendo consciência – é uma instituição, é uma criatura ímpar no funcionamento da sociedade, desde o grande ao pequeno. Pois, tanto um como o outro, inexoravelmente passará pelo processo natural da morte. Agora, quanto para onde vai ou deixará de ir, aí nem direi que é uma questão filosófica, mas sobrenatural.Dizem uns até de escolha. Enfim, as ideologias estão por toda parte à revelia das crenças e das vontades…Na verdade, temos esperanças de tantas coisas… mas quem somos nós para dizermos acertadamente que 

vamos para esse ou aquele lugar quando deixarmos de existir!

Voltando à questão das gerações: individualmente o que podemos fazer para dar uma cara nova à geração da qual fazemos parte?

É um caso a pensar. Claro que assim como houve problemas nas gerações passadas, houveram também pontos positivos. Do primeiro podemos tirar lições para não serem repetidos; dos segundos, tirarmos tudo que é aproveitável para transmitirmos o que nos sucederá.

Não sei se o meu amigo lerá essas palavras. Tomará que sim. Se sim, lhe digo mais: “que Deus nos ajude e esteja à frente dessa geração para que ela se esforce ou mesmo dê conta de superar a geração anterior no que tange as coisas boas e valorosas.”

boca a boca

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