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Coisas do Cotidiano: Leia ‘O Mito de Sísifo’, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Coisas do Cotidiano
Data de publicação: 04/08/2026 13:44
Última atualização: 04/08/2026 13:44
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Já dizia o poeta português Luiz Vaz de Camões (1524/1580):  ‘Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo mundo é composto de mudanças, tomando sempre novas qualidades.’

Entretanto, não é porque sabemos disso que devemos baixar a guarda, relaxar, nos acomodarmos. Não, não é por aí.

Mudanças, de um modo ou de outro, acabam dando o ar da graça, não só em nosso mundo interior, mas também no externo.

No primeiro, em nosso mundo particular, por exemplo, temos chance de ajustar algumas coisas, pois sabemos do que temos necessidade, isto é, das coisas que estão ao nosso alcance.

Quanto ao externo, aí que a porca torce o rabo, visto que, em muitos casos, individualmente falando, não podemos patavina. Em síntese, dependemos da colaboração mútua, da vontade alheia.

Um dos exemplos é a crise política e econômica que nunca acaba, semelhante ao eterno mito de Sísifo. Isto é, Sísifo era um rei astuto que segundo a mitologia grega, enganou a morte e foi condenado pelos deuses do Olimpo para rolar uma pedra até o cume da montanha, vendo ela, depois de tanto esforço, rolar ao ponto de origem. Tal assemelha-se a política que vive empurrando a pedra (os problemas sociais) até o cume da montanha para que ela desça de novo para que o mesmo esforço se repita.

Enfim, quem se arrisca dizer até quando esse processo vai perdurar?

Que façamos nossa parte, pois, o tempo não pára para tomar fôlego. E nós, com ou sem crise, somos obrigados pelas forças das contingências sobretudo pela sobrevivência a seguir…

Que venham as mudanças, trazendo esperanças e perspectivas de crescimento aos que verdadeiramente dão o sangue, suor e lágrimas por seus sonhos e objetivos para que possam continuar crendo que as coisas entrarão no eixo, pois, não é possível que, no meio de tanto joio não haja trigo!

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