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Coisas do Cotidiano: Leia ‘Mais Humanos’, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Coisas do Cotidiano
Data de publicação: 01/07/2026 10:37
Última atualização: 01/07/2026 10:43
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Assistir aos jogos da copa do mundo ou outros entretenimentos hoje em dia, digamos assim, está mais confortável, mais acessível, melhor dizendo.

Graças a Deus, a tecnologia nos proporciona opções, coisa que antigamente restringia-se ao rádio e a televisão.

Outrora, a televisão, por exemplo, em preto e branco dava para ver as imagens, mas era uma precariedade principalmente quando saia do ar, era um chiado na tela que incomodava, parecia que tinha uma colmeia de abelhas.

Quando o Brasil ganhou o tricampeonato no México na copa de 1970 eu estava com cinco anos. 

Quase não lembro de nada a não ser da música que era incansavelmente tocada: “a copa do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa” e por vai…

Igual aos meninos da época, com dinheiro que minha mãe ou meu pai me davam, incontinenti, dirigia-me para a banca de revista para garantir meu álbum. 

A concorrência para encher o álbum era uma febre, significava tipo um status entre os amigos e conhecidos. 

Aliás, havia até quem brigava para obter alguma figurinha difícil de achar, pois a maioria era repetida.

Com o passar dos anos e o avanço da tecnologia muita coisa mudou e ela hoje está em todo lugar para nosso usufruto. 

Quem poderia imaginar que algum dia teríamos o mundo diante de nossos olhos sem sair do lugar? 

Com um clique diminuímos a distância, mesmo que alguns defendam que estamos nos distanciando.

Reconhecemos que muita coisa mudou para melhor, mesmo que às vezes não reunimos condições econômicas de manter um padrão de vida digno e confortável da maneira que sonhamos.

Abaixo de Deus e acima das outras coisas, o mais importante, no meio dessa parafernália, é que continuemos lutando, levando no âmago da alma e no alforje do coração a esperança, a fé, sobretudo a convicção de que nos tornamos mais humanos a cada novo dia.

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