A crise causada pelo coronavírus fez com que autoridades brasileiras intensificassem as ações para impedirem a entrada da doença no país. O Ministério da Saúde havia informado a existência de nove casos suspeitos em seis estados brasileiros, mas sem confirmação. Os pacientes ficaram isolados até o resultados dos exames, familiares e pessoas que tiveram contato com os possíveis infectados também foram contatados pelo governo.
Quarentena
Senadores acabam de aprovar o projeto de lei que define regras sobre quarentena na repatriação de brasileiros que estão na China. Agora, o texto segue para sanção presidencial. Nesta quarta-feira (05/02), dois aviões da frota presidencial partiram com destino a Wuhan, na China, para buscar brasileiros que se encontram na região epicentro do coronavírus.
A previsão, segundo o Brigadeiro do Ar e comandante da missão, Marcelo Damasceno e informações da Agência Rádio Mais, é que 34 brasileiros retornem da China. O governo diz que eles passarão por avaliação médica e só embarcará quem não apresentar sintomas da doença. Os aviões receberam um equipamento conhecido como “bolha” e será usado para aumentar o isolamento desses passageiros.
Ainda de acordo com informações da Agência Rádio Mais, além da tripulação, embarcaram equipes médicas do Ministério da Saúde e do Instituto de Medicina Especializada da Força Aérea e quatro equipes capacitadas para realizar missões de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear.
Obedecer regras
Segundo o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o grupo deve chegar ao Brasil na manhã deste sábado (8). “Eles precisarão obedecer 13 regras e passar 18 dias em quarentena na cidade de Anápolis (GO), isolados em quartos individuais e submetidos a exames três vezes ao dia. Todos deverão realizar exames rotineiros, como coletas respiratórias. O grupo não poderá receber visitas durante a quarentena. Quem apresentar qualquer sintoma da infecção por coronavírus será levado ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília”.
Emergência de saúde pública
Temendo a propagação do vírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de interesse internacional. A medida já havia sido adotada antes, como por exemplo no caso da Zika, H1N1, Pólio e Ebola.
De ontem para hoje, 72 novas mortes foram registradas na China, totalizando 564 óbitos e mais de 28 mil casos confirmados.
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