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Doença de Parkinson, o alerta que não pode ser ignorado

Especialista reforça a importância do diagnóstico precoce, tratamento e cuidados.

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Por JornalVozAtiva.com Publicado em 04/04/2025, 14:29 - Atualizado em 04/04/2025, 14:29
Detecção precoce das causas do Mal de Parkinson faz toda diferença. Imagem ilustrativa. Crédito — Reprodução / Pexels. Siga no Google News

Tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e até pequenas mudanças na fala ou na escrita. São alguns sinais de alerta de que algo no organismo não está bem. E, por desconhecimento, eles são ignorados ou associados, em alguns casos, ao envelhecimento natural. Mas, na realidade, esses sintomas podem estar relacionados à Doença de Parkinson, transtorno neurodegenerativo. Por isso, a detecção precoce das causas dessa patologia é importante e pode fazer toda a diferença, proporcionando mais qualidade de vida e retardando a progressão dos sintomas, segundo especialistas.

Com a proximidade do Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Parkinson, 11 de abril, a médica geriatra da Versania Brasil, Natália Barros, ressalta que quanto mais cedo a condição é identificada, melhores são as possibilidades de intervenção para proporcionar qualidade de vida ao paciente. “O que a gente tem de tratamento hoje é focado nos sintomas, não existe um medicamento que impede a progressão da doença, mas se a gente fizer esse diagnóstico antes, é possível garantir um conforto melhor para o paciente”, afirma.

Publicação na página do Ministério da Saúde, em 2023, informa que cerca de 200 mil pessoas no Brasil seriam acometidas pela doença de Parkinson, conforme os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em termos do cenário mundial, pesquisa realizada recentemente pela revista científica britânica, The BMJ, prevê um aumento de até 112% nos casos de Parkinson até 2050 em relação a 2021.

Sintomas

Em relação aos sintomas da doença, a geriatra explica que são classificados em motores, como o tremor e a lentidão nos movimentos. Já os não motores podem aparecer precocemente, antes mesmo das dificuldades de movimento. São casos como insônia, movimentos involuntários, alterações cognitivas, entre outros.  

Já no aspecto fisiológico, a doença pode causar distúrbios gastrointestinais, como constipação intestinal persistente, e alterações no olfato, resultando na perda parcial ou total da capacidade de sentir cheiros. Além disso, fadiga intensa e dor crônica são queixas recorrentes, comprometendo ainda mais o dia a dia dos indivíduos. Há sintomas também como depressão e ansiedade. “O Parkinson não é uma doença de notificação compulsória, então o diagnóstico é clínico, e a gente não tem um exame que bate o martelo e fala assim, é doença de Parkinson”, explicou a doutora.

Tratamento integrado

Por ser uma doença com sintomas que afetam diversos aspectos do corpo, como apontado pela especialista, o tratamento do Parkinson é variado. “Em primeiro lugar, é imprescindível que o paciente tenha um estilo de vida saudável. Além disso, o tratamento depende de cada caso. Aquele paciente que tem comprometimento de fala se beneficia mais com a fonoaudiologia. Quando o problema é motor, a fisioterapia é indicada”, ressalta.

Cuidados

As casas de hospedagens, especializadas no atendimento aos idosos, também desempenham um papel importante no cuidado às pessoas com a Doença de Parkinson. Na Versania Seniors Club, em Curitiba (PR), por exemplo, há uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Hoje, há oito hóspedes que lidam com esse tipo de enfermidade.

A médica da instituição, Carla Lagomarsino, reforça que “a jornada com essa doença exige paciência, resiliência e, acima de tudo, muito amor”. Segundo ela, a família pode continuar participando, ativamente, da vida do hóspede, visitando-o e fazendo parte das atividades. “A Doença de Parkinson é um dos desafios que mais impactam a rotina familiar, exigindo serenidade, resiliência e um olhar atento às necessidades do idoso.

O diretor do espaço, Ernesto Lagomarsino, diz que além dos cuidados médicos, os residentes contam com atividades físicas, cognitivas e sociais, que ajudam a manter a autonomia e a qualidade de vida. “As instalações são planejadas para oferecer segurança e acessibilidade, com espaços amplos, barras de apoio e pisos antiderrapantes”, afirma.

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